De fora rente à parede da porta ele olha.
Dentro talheres tinem em pratos fartos.
De fora um olho rabisca a parede o outro espia a comida.
Dentro a rotina da comida pratica o esquecimento da fome.
De fora a fome ronda na porta por rotina, abstrata.
Dentro se alinham, como se em família, que compartilha pão e comida.
De fora tímida e nitidamente viva há uma ovelha balindo perdida.
Dentro os olhos são sóis apostos em circunflexão.
De fora o corpo todo alma são olhos depostos. Olhos depostos mesmo sem nunca ascensão, de fora, que dentro é não.
Dentro a necessária rotina despercebida é apenas uma ponte para maravilhas.
De fora a aguda cobiça pela comida é a própria maravilha.
Dentro quando percebida, a cobiça é importuna ou infortúnio da vida.
Fora importuna a fortuna da vida protegida pelo desavir intetino apenas.